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Depoimento RTS - Caroline Vendrame

Capitalismo: poderia ser pior?

- by clauden_eye


Imagine um mundo onde você não tem liberdade: Seu dia a dia é norteado pelas decisões de um governo autoritário e sem receio de usar da violência; você não tem direito a deixar o país ou mesmo viajar; você recebe apenas itens básicos como alimentação e moradia em troca do seu trabalho diário, que não te satisfaz pessoalmente. O exército é o órgão mais importante e policia todas as tuas atividades e as dos outros cidadãos: você não é livre para compor uma música, reclamar que não gosta do governo ou mesmo acessar a internet, sob pena de ir preso - e sabe-se lá o que mais! 
Entretanto, neste cenário onde um governo controla todos os aspectos da sua vida, o mesmo não funciona sozinho. Ah, não, há pessoas no comando. Você deve jogar segundo as regras deles, sem chance de questionar, sem reclamar, sem ter como fugir. Eles vivem no luxo, tem acesso a tudo que é negado (ou falta) ao povo e não tem a mínima hesitação na hora de usar a força e derramar sangue para manterem-se no poder.
Quem está familiarizado com a Nova Ordem Mundial deve ter se lembrado imediatamente que este é o mundo desejado pela elite global: Tudo e todos ferrenha e violentamente controlados, quase sem direitos e obedecendo as suas vontades.
Mas não. Isso que você leu já existiu, em metade do mundo, no século XX e, ainda hoje, está presente em alguns países. Chama-se Comunismo. Neste artigo, vamos tentar falar simplesmente de uma coisa prática, que afeta nossa vida diretamente e que ninguém dá importância: vamos falar de política.
Muy bien, antes de mais nada, quero deixar claro que não sou pró-capitalismo e não estou aqui para defendê-lo ou dizer que é algo bonito, porque não é. Ele é cruel, implacável, nos escraviza e tem todos os defeitos que já estamos carecas de saber por viver numa sociedade que segue este sistema. Há artigos que tratam disso, como este, este e este outro. Não quero chover no molhado. Minha intenção aqui é tentar elucidar que, por incrível que pareça, o sistema alternativo que existe nos dias de hoje é muito pior.
Séc. XIX. Revolução Industrial (doravante chamada R.I.). Trabalhadores têm cargas horárias beirando o absurdo, crianças trabalham, as condições são as piores possíveis. Pessoas abandonam o campo, criando grandes cidades caóticas. Os “burgueses” - possivelmente a palavra mais odiada jamais inventada – controlam os meios de produção, pagam salários miseráveis e ficam com todo o lucro. Isto foi o que aprendemos na escola: a revolução industrial foi má e nos condenou à sociedade capitalista. Esta é a visão que nos é passada hoje, aqui no Brasil.
Agora tentemos ver este fato de uma outra óptica: a de quem vivia na época (hoje, claro, colocamos nossa visão de mundo do séc. XXI em tudo que analisamos historicamente. Vamos tirar estes “óculos” por alguns instantes):
Em 1800 e guaraná-com-rolha, antes da R.I., tudo era fabricado artesanalmente, sem auxílio de maquinário algum. A pobreza era o estado normal de todas as pessoas – salvo, claro e para variar, as elites religiosas e os governantes. As condições de vida eram insalubres, obviamente, para os padrões de hoje. A nobreza era “dona” dos plebeus e detinha os direitos sobre as terras onde os mesmos se encontravam. Os bens eram produzidos manual e lentamente por pessoas que os iniciavam e terminavam, ou seja, operavam todo o processo, tornando-o demorado e caro.  Vale mencionar também que esta produção artesanal estava sob controle das corporações de ofícios e seu comércio sob a das associações de comerciantes. De forma geral, ainda que os artesãos dominassem todo o processo produtivo (e não ficassem trabalhando mecanicamente numa linha de montagem como hoje), tudo era caro e a produção era bastante limitada, inacessível ás pessoas.
Com a mecanização e produção em série, os produtos tornaram-se bastante mais baratos e “faliram” quem produzia artesanalmente. Mais e mais pessoas começaram a trabalhar nas fábricas, inclusive abandonando o campo (se as condições de vida já eram ruins na cidade, no campo a miséria era ainda maior). A carga horária era, sem dúvida, escravizante, mas notem como ela decresceu rapidamente nos primeiros anos da R.I., em contraste com nossos tempos, onde ela se mantém praticamente estável:

Horas de trabalho por semana para trabalhadores adultos nas indústrias têxteis inglesas:

·         1780 - +/- 80 horas semanais
·         1820 - 67 horas semanais
·         1860 - 53 horas semanais
·         2007 - 46 horas semanais
OBS.: (no período de 1800 – 1870, os salários aumentaram mais de 300%)

Longe de ter sido ruim para as pessoas, a mecanização trouxe o progresso e melhores condições de vida: graças ao progresso técnico e científico dela, hoje eu e você estamos usando um computador e não morremos em tenra idade por uma simples gripe. Además, duzentos anos atrás, as pessoas viviam e trabalhavam para comer e se vestir: hoje trabalhamos para trocar de carro, ir no cinema, pagar a faculdade. Percebem a diferença? Ouve uma melhora na vida do ser humano, isso é inegável (vejam bem, eu disse que a vida melhorou, não disse que as pessoas são mais felizes!). A qualidade de vida das pessoas deu um salto gigantesco e o mundo passou a poder abrigar mais pessoas. Tenham em mente que o mundo era miserável antes do capitalismo: ele não criou os pobres, apenas os herdou. Lembrem-se de todos os filmes medievais que você viu: todos são pobres e apenas a aristocracia vive no luxo, às custas do trabalho dos “plebeus”.

Clássica imagem dos nosso livros escolares de história, a luta de classes: Os burgueses gordos vivendo ás custas do trabalho do proletariado, na clássica estratégia illuminati "dividir e conquistar". Estes livros não mencionam que a burguesia liberou os pobres de trabalharem para a nobreza para trabalharem para si próprios.

Por que, então, os escravizadores permitiram tal desenvolvimento? Simplesmente porque este progresso era necessário para que o planeta pudesse abrigar mais pessoas e se tornasse mais produtivo para eles.
Sei que já devo ter atiçado a ira de muitos por este texto, lo siento, mas agora explicarei o porquê de haver escolhido um tema tão delicado: Estudando economia, eu conheci a pirâmide de Maslow. De forma resumida, para não me estender muito, Abraham Maslow foi um psicólogo americano que colocou as necessidades humanas em níveis hierárquicos, ou seja, você atende as mais básicas e urgentes para só então buscar satisfazer as menos urgentes.



Notem que auto estima, respeito, ausência de preconceitos, criatividade, etc. –notadamente características de pessoas mais desenvolvidas intelectual e espiritualmente -  estão mais no topo da pirâmide. Nós, que nos importamos em meditar, ajudar/respeitar as pessoas e desenvolver nossa espiritualidade somente o fazemos porque já estamos realizados nos níveis mais baixos da pirâmide. Você, já iniciado, deixou de comer ou foi morar debaixo da ponte para pagar pelo curso? Acredito que não. Devo crer que, na era pré R.I., a sociedade conferia às pessoas comuns condições de preencher os níveis mais básicos desta pirâmide? Duvido. Hoje as pessoas conseguem? Algumas. Poucas, na realidade. Mas existem. Por exemplo, os pranianos, que obtiveram este nível incrível de desenvolvimento espiritual, certamente tinham suas necessidades mais básicas já supridas e buscavam algo mais – o topo da pirâmide. Por isso, ainda que seja um sistema desleal e implacável com os fracos, o capitalismo ainda é o que de melhor temos à disposição: Permite que ALGUNS de nós tenham a liberdade de fazer/estudar/criticar o que bem entendemos. Certamente o Sr. Bruno desenvolveu-se, aprimorou-se e hoje ajuda a inúmeras pessoas graças à “liberdade entre aspas” que nossa sociedade capitalista confere.
Eu gosto de ver jornadas de trabalho de 8 ou mais horas diárias, para as pessoas ganharem dinheiro que será gasto em futilidades que elas NÃO precisam, sustentando um sistema que te faz gastar desejando algo que te trará um problema (junk food) e depois gastar o que sobrou recorrendo a uma solução (remédio para emagrecer)? Gosto de saber que tem pessoas jantando caviar dentro de um jatinho enquanto outros estão morrendo de fome e frio nas ruas? Claro que não!! Confesso que foi necessário muito estudo e coragem para escrever este artigo: como, então, pude vir aqui falar que um sistema tão desumano, que nos escraviza, não é o pior?
Bueno...
Me digam qual o único sistema que se opôs, até hoje, ao capitalismo? Bingo! O Marxismo/Socialismo/Comunismo. E o que aconteceu? 

Nada demais, apenas uns 100 milhões de mortos.


Vala comum na Ucrânia, datando de 1937-39. Extermínios em nome do "bem comum" ocorreram em regimes comunistas antes mesmo do início da segunda guerra mundial.

Você provavelmente não sabe, mas 1/3 da população do Camboja foi desta para melhor no genocídio promovido pelo governo Khmer Rouge, na segunda metade da década de 70.
Num mundo comunista (descrito no início deste texto), seremos todos eternamente gado. Tive a sorte de estudar por uma temporada na Europa e conheci muitos jovens de países da antiga URSS, como Ucrânia, Polônia e diversos países do Leste Europeu. Qual o consenso no discurso deles? Ódio ao comunismo. Fiz, também, amigas chinesas, pessoas de imenso coração, mas, infelizmente, mente fechada. Reproduzo o diálogo que tive durante um almoço com elas (em tradução livre, claro, e não, eu não falo chinês! rsssss):
-No Brasil, sempre ouvimos falar que na China há muita censura. É verdade?
-Sim, mas não tem perigo. É bobagem. Tem gente que vai preso porque é burra e fala mal do governo, mas é só ficar quieto que não tem problema nenhum.
-Wow, mas nem reclamar no facebook não pode? Rsss
-Não, na internet chinesa facebook é proibido. Só dá para usar quando conseguimos conexão clandestina do Japão, mas é muito lenta! Um pena!
-Entendo, mas vocês não ficam com raiva de tanta opressão? De não poder falar sobre as coisas que vocês acham que estão erradas ou entrar em qualquer página web que dê vontade?
-Ah, mas o governo é bom. Nos fornece as coisas, só temos que trabalhar para compensar. É perigoso só para quem é burro de ficar reclamando, aí pode ir preso e ainda trazer problemas para a família.
Eu não quis instigar nela a vontade de lutar pelo direito de expressão porque, confesso, temo pela segurança de quem faz isso lá. Mas o fato é que ela (e, acredito, a grande maioria dos jovens de lá), está conformada em viver sem liberdade plena, sob o chicote de uma dúzia de “líderes”. Somos deuses e merecemos ser tratados como tal, oras! Duvido que tivéssemos chegado a conhecer o Salto, ou mesmo que o Sr. Bruno tivesse chegado às informações que chegou se tivéssemos nascido sob uma ditadura: a história nos mostra que a individualidade e a liberdade são severamente restringidas quando tais governo estão presentes. Em regimes deste tipo, não há respeito pelas vidas, os fins justificam os meios e é paredão para quem não concordar (não de Big Brother, de fuzilamento)!
Coréia do Norte: você teria coragem de criticar o governo se morasse lá?  

Como último argumento a um mundo com o mínimo de governo possível, deixo o óbvio, mas que deve estar passando despercebido de cada um de nós: Governos servem à NWO. Governos estão nas mãos das elites globais, seguem sua agenda e, cada dia, criam mais e mais leis para privar-nos de liberdade. Todos sabemos que, quanto mais governo, mais eles querem controlar nossa vida, mais pessoas como o Sr. Feliciano tentam impor à força seu modo de vida para todas as pessoas, mais e mais impostos são exigidos para manter a maquinaria pública (e, adivinhem, nosso dinheiro acabar nos bancos!).
Na Venezuela, você não pode trocar todo seu dinheiro por dólares e sair viajar. No Brasil, você não pode fazer um aborto e é obrigada a arruinar sua vida caso aconteça uma gravidez no momento errado. Nos EUA, espionagem governamental é procedimento padrão. Pode parecer discurso de um liberal de extrema-direita, mas o fato é que os governos (dos senhores feudais aos nossos deputados, passando pela igreja Católica e por presidentes que decidem enviar jovens para guerras que eles decidiram que iam acontecer) foram e são, sem dúvidas, as maiores instituições de opressão, desinformação e infelicidade que existem. Este é o único motivo pelo qual o capitalismo não é o pior sistema “disponível” no momento: ele pressupõe que o governo não vai mandar na tua vida, que você é “livre” para ficar rico (ou para morrer de fome). Neste sistema, os escravizadores precisam usar de elaboradas técnicas de engenharia social para manter-nos ignorantes e alienados... trabalhe, coma porcarias, gaste com coisas supérfluas, contraia matrimônio, crie os filhos e morra. Mas HÁ a possibilidade de você se desvencilhar de tudo isso (olhe para nós! Estamos tentando e ninguém está usando a força para nos impedir –ao menos no plano material, no espiritual já é outra história! Rsss). Eu passei mais de seis meses sem comprar nem uma peça de roupa e comendo miojo para pagar a iniciação do Salto, mas nenhum “representante” do governo foi lá prender o Sr. Bruno por estar fazendo algo ilegal ou conspirar contra a ordem (não posso deixar de lembrar de quando o governo chinês proibiu a reencarnação sem autorização do Estado).


Tibet livre? Vixe, só na próxima encarnação... 

Se alguém leu até o fim, agradeço e peço desculpas por estender-me tanto. Apenas uma breve conclusão. Minha visão é a seguinte: enquanto não tivermos, todos, uma consciência de que “você não precisa ser consumista para ser feliz”, sabermos de nossa origem e que somos um só, vivendo em uma prisão, seguiremos necessitando de governos (e colocando nossa esperança neles!!), os quais, no presente momento, podem ser apenas de dois tipos e acho que deixei minha colocação bem clara: infeliz e desgraçadamente, o capitalismo ainda é o “menos pior” que dispomos!

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