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Mural de Retornos Positivos (Feedbacks)

Sexless - O Império dos Sem Sexo

- by Dhin Akari




Uma pesquisa do site Durex levantou dados sobre a freqüência sexual em vários países. O dado surpreendente foi sobre a atividade sexual dos japoneses apontados como o povo que menos pratica sexo no mundo.

Mas o comportamento atual dos japoneses é apenas uma tendência mundial. Na medida em que os países se desenvolvem dentro do modelo da sociedade de consumo, os vários compromissos e o excesso de formalidades (todas as programações possíveis) tornam as pessoas despreparadas para as relações interpessoais reais.

A educação lateral, essa que aprendemos desde pequenos nas instituições de ensino, está devidamente sistematizada para condicionar a mente humana ao uso de suas capacidades executivas. A educação lateral modela a visão de mundo das pessoas através do uso cada vez maior das capacidades do lado esquerdo do cérebro, produzindo assim um exército de pessoas muito competentes para a produção de bens e serviços. Em outras palavras, a educação lateral programa o gado humano para as atividades intelectuais sofisticadas levando ao desenvolvimento técnico-científico.  

O problema do uso predominante do lado calculista do cérebro é a “frieza” que isso produz nos indivíduos. Quando falo em frieza, não quero dizer que essas pessoas não tenham sentimentos e sejam más. Sempre é essa a idéia que as pessoas têm sobre “pessoas frias”. O que quero dizer é que como foram programadas desde a infância a serem eficientes na escola e no trabalho, acabam ficando ingênuas no campo das relações humanas. Não sabem manter relacionamentos afetivos por que estão demasiadamente treinados para a execução e reprodução de tarefas. Os relacionamentos nas sociedades mais “desenvolvidas”(?) se tornam exclusivamente superficiais. São meras relações de trabalho, relações sociais convenientes, dissociadas dos afetos e da troca de intimidade.

A sociedade japonesa é grande usuária das sofisticadas tecnologias que produz e dos serviços que o desenvolvimento econômico acarreta. O excesso de conforto e facilidades tecnológicas, transformou o povo japonês em legião de acomodados que preferem a masturbação ao invés da sexualidade compartilhada. Como não foram ensinados na escola (e ninguém é) sobre “como se relacionar, dar e receber prazer e afeto” eles não conseguem dar vazão aos seus impulsos sexuais na presença de outros. Se torna mais fácil ficar sem relacionar-se e ir em busca de consolos tecnológicos que prometem muito prazer sem os aborrecimentos de uma relação verdadeira.

A indústria do sexo japonesa, assim como a do mundo todo, cresce vertiginosamente com a produção de consolos cada vez mais sofisticados que se aproximam das sensações reais do sexo partilhado. O Japão têm a tradição dos desenhos Hentai, que consistem em pornografia em versão anime. Os sites de conteúdo pornô se multiplicam, pois neles as pessoas podem projetar suas fantasias sem críticas. A prostituição é consumida como uma fuga dos relacionamentos duradouros e satisfaz momentaneamente os instintos humanos mais baixos e superficiais.

O comportamento sexual dos japoneses nada mais é do que uma tendência de todas as nações do mundo. A educação lateral, as comodidades tecnológicas, o avanços da economia de consumo, o despreparo para as relações, a falta de entendimento do que se está sentindo, as neuroses sobre a sexualidade, a dissonância entre o que se sente e o que se deve fazer, são os fatores cruciais que têm como conseqüência o estilo de vida sexless (sem sexo).

A lateralização do cérebro afasta a pessoa do seu eu interior mantendo sua compreensão da realidade, da vida e do universo limitada ao que a ciência ortodoxa categoriza como verdade comprovada. A comodidade de viver em uma sociedade rica e tecnologicamente desenvolvida acomoda, estabiliza. Afinal, tudo está ao alcance das mãos. O prazer solitário é satisfatório em detrimento das relações de troca de energia íntima. É mais fácil conversar com amigos virtuais do que estar exposto em um papo cara-a-cara. As várias distrações virtuais vão tornando os desatentos cada vez mais egocêntricos.

No Japão, uma nova geração, ainda muito jovem, já tem muito bem estabelecida para si que viver sem relacionamentos íntimos é muito melhor e mais prático. Essa geração é denominada  de “herbívoros”.

 Todos esses fatores e alguns outros são exibidos no documentário “O Império dos Sem Sexo” disponível a seguir:




FATOR QUÂNTICO
"A vida talvez seja mais segura sem sexo, porém intoleravelmente mais chata." Henri Louis Mencken


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