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Depoimento RTS - Caroline Vendrame

Vamos Falar de Sexo?

- by Dhin Akari


Por Din Akari Kei

Através da Engenharia Social, os articuladores do grande teatro que é a vida na Terra, criam valores culturais que são transmitidos de geração em geração e que são preservados pelos membros da sociedade. Os comportamentos são adotados pelas novas gerações simplesmente por que não se pensa em outra forma de agir e a maioria das pessoas não consegue imaginar outra forma de viver que não seja a aprendiza com os familiares. A família é o "molde" que vai dar o condicionamento básico para cada pessoa viver na sociedade.

Se há um campo da vida humana em que existem vários tabus, este campo é o da sexualidade. Tabu é todo o comportamento ou assunto que é reprimido e evitado nas sociedades, justamente por que toca na sensibilidade das pessoas, é algo natural e desejável, e vai de choque aos valores culturais vigentes. Tabu é tudo aquilo que é polêmico e moralmente inaceitável na sociedade, justamente por que é um desejo comum a todos, pois é algo natural. Então, ao invés de se tocar nesses assuntos e comportamentos, as pessoas fogem de falar de suas pulsões fisiológicas normais, mantendo-se alienadas daquilo que deveria ser vivenciado equilibradamente na vida corporal.

“A guerra contra o sexo é só mais uma forma de gerar sofrimento, culpa, vergonha, medo e essas emoções estão na base da pirâmide de baixas vibrações. Com um chackra básico comprometido, menos chance de ativar a kundalini e atingir a "iluminação". Seria como dizer que urinar é pecado, é sujo, e você não deveria fazer isso, apesar de ter vontade... Aí quando fizer, por se tratar de uma necessidade fisiológica, vai baixar sua vibração e gerar muita energia negativa.”
Scheila A. Grade

É mais fácil para as pessoas recriminarem as outras do que assumirem que têm os mesmos desejos das pessoas recriminadas.

O sexo, no modelo judaico-cristão de sociedade que deu origem à civilização ocidental, é um grande tabu principalmente para as mulheres que na maioria das culturas do mundo são amargamente recriminadas e alienadas dos prazeres do próprio corpo. Desde pequenas recebem várias crenças a respeito de como deve ser a conduta de uma menina e mais tarde a de uma mulher. Todos esses valores vão sendo incutidos na mente feminina, repassados e reforçados dentro do círculo de relações das mulheres. Quando uma mulher destoa da classe das “mulheres comportadinhas” ela é fortemente rechaçada por todas as outras mulheres. Sempre que uma mulher é bem resolvida com sua sexualidade e desfruta dela plenamente, quais são os rótulos que as demais jogam sobre ela? Safada, vadia, piranha, galinha...(risos) são vários! Tudo isso por que a maioria das mulheres não conseguem vivenciar livremente a sua sexualidade por que estão investindo sua energia para manter a “educação de boa moça” que receberam e reprimem seus impulsos sexuais verdadeiros.

Em muitos casos, mulheres passam a vida inteira sem sentir um orgasmo ou experimentando esse ápice de prazer por poucas vezes, simplesmente por que não conhecem o próprio corpo, nunca se tocaram, por que não se permitem o prazer da masturbação.

No campo da sexualidade humana o que mais se encontra são tabus. Esses tabus não ficam restritos às mulheres, mas ocorrem também com os homens.

A educação masculina, por sua vez, é fálica. Desde pequenos os meninos são ensinados a levar a mão ao pênis em sinal de masculinidade, virilidade, força, como se sua potência estivesse mesmo ali. Esta potência de que falo não é somente a sexual, é também de autoconfiança, autoestima, coragem. Dessa forma a identidade masculina está alicerçada na sua virilidade, na sua performance sexual, nas suas ereções e até no tamanho do seu pênis. Por tudo isso, com o avanço da idade, a autoconfiança masculina de alguns vai ruindo na medida em que seu desempenho sexual deixa de ser como na juventude. Afinal, sua autoconfiança foi construída sobre uma base fraca, sobre algo que não vai ser constante a vida inteira.

Na nossa cultura, o homem promíscuo é valorizado e elogiado. Não há recriminações sociais ao homem que se relaciona com várias mulheres. Ele é muitas vezes elogiado. As mulheres sentem a mesma quantidade de desejo sexual do que um homem, mas se ela tiver uma conduta promíscua, será alvo de represálias como dito anteriormente.

Eventualmente nas conversas entre amigos, familiares, surge o assunto do sexo e com isso uma série de neuroses tendem a se formar na cabeça das pessoas.  As cobranças surgem sobre a quantidade de transas que alguém tem com seu parceiro(a) por semana, a qualidade do desempenho, o que é permitido e o que não é... Todos esses questionamentos aparecem por que a sexualidade humana é um tabu até mesmo para os cientistas. Não é um assunto tratado abertamente e com o devido esclarecimento nem na sociedade e nem no meio científico.

Falar de sexualidade demanda exposição de quem fala, e as pessoas não querem falar daquilo que não lhes que não entendem. Isto prova que vivemos em uma sociedade careta, com status de liberal, onde ninguém fala de si, mas todo mundo espera determinado comportamento de todo mundo.

Ainda no século vinte, o que era aceito como comportamento sexual era o coito entre um homem e uma mulher pela penetração do pênis na vagina. Somente isso. Todo o resto era perversão sexual e a consequência seriam doenças, castigos divinos, pecado e até punição pela lei.

Mas por que tratar como perversão sexual aqueles desejos e práticas que são naturais a todos? Cada pessoa tem os seus, mas de modo geral, todas as pessoas saudáveis têm suas fantasias sexuais por mais vergonhosas que possam parecer.

O que nós praticantes do Salto Quântico Genético percebemos na medida em que amadurecemos dentro deste processo, é que todos esses valores são meramente culturais criados para afastar as pessoas do estado natural da espécie e não estão ligados à nobreza de um espírito, evolução espiritual, evolução moral e ética e blá, blá, blá. Nada disso é verdade. As pulsões sexuais estão alojadas na base genética dos animais e é por isso que a sexualidade humana é tão vasta como as dos demais seres da natureza terrestre.

Então, facilmente se pode notar que o instinto humano natural, é promíscuo, liberal. Portanto não há sentido lógico para a vivência de relacionamentos monogâmicos. As mulheres não precisam viver fadadas ao sexo com um homem só nem o contrário como propõem o casamento. Essa crença na monogamia é mais um valor invertido colocado na sociedade para gerar neuroses, mágoas, confusão.  Com os valores invertidos em várias áreas da vida humana, ficamos restritos a atender as expectativas da sociedade e desperdiçamos toda a encarnação ignorando aquilo que há de mais saudável em nós mesmos.

A monogamia vai de choque ao nosso estado natural.  A crença na monogamia gera uma dissociação entre aquilo que se sente e o que se pode fazer, quando na verdade ambas as partes, instinto e razão, deveriam andar juntas para o primeiro não sabotar o segundo.

A sexualidade sadia deve ser partilhada com equilíbrio. A pessoa tem que ser responsável pelos sentimentos que desperta em si e no outro e deve experimentar a prática sexual equilibrada (com a prevenção de doenças e gravidez indesejada) com a(s) pessoa(s) pela qual nutre sentimento e/ou atração sexual.

Quando a maioria das pessoas aceitarem viver de acordo com o que sentem intimamente, abandonando as crenças limitantes vindas das tradições culturais, a vida humana estará um passo mais a frente de ser verdadeiramente livre.

Dr. Kinsey foi um biólogo americano que viveu nos anos 1950 e foi pioneiro no estudo da sexualidade humana e dos animais. As descobertas de Kinsey foram aterradoras para a sociedade da época e até hoje gera estranheza.

Kinsey era fascinado pelo estudo das mariposas e nesse processo de pesquisa acabou entrando em contato com a sexualidade humana e foi muito longe com suas descobertas. No seu estudo entrevistou centenas de casais heterossexuais e o que constatou é que apenas uma pequena parte dessas pessoas tinha uma conduta monogâmica heterossexual. Estranho, não? Mas esta estranheza que o assunto da sexualidade humana causa é que o torna um tabu.

Você já se perguntou o por que de algumas pessoas parecerem sentir mais desejo sexual do que outras? Por que alguns casais transam várias vezes por semana enquanto outros apenas algumas vezes por mês? E quanto aos homossexuais, bissexuais, transexuais, o que dizer sobre eles?

 O filme-documentário sobre a sexualidade humana é uma mistura da história do cientista com suas descobertas. O documentário “Dr. Kinsey – Vamos Falar de Sexo?” mostra as várias ignorâncias presentes na educação sexual de mulheres e homens que se pode notar ainda nos dias atuais. 

Veja o documentário:  (Se o documentário não estiver disponível, baixe-o nos links a seguir: Link 1  - Link 2  - Link 3)

FATOR QUÂNTICO
"O pecado de todos não é pecado de ninguém. 
Um crime cometido por todos não é crime algum." Dr. Kinsey


Referências:

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